História da energia solar

Para contar a história da energia solar, vamos voltar bastante no tempo. A criação é atribuída ao físico francês Alexandre Edmond Becquerel, que realizava experiências quando verificou que a exposição à luz de eletrodos de platina ou de prata dava origem ao efeito fotovoltaico. Na época da descoberta, em 1839, a tecnologia foi vista como extremamente complexa e até impraticável em escala, bastante diferente do que acontece hoje.

Explicando de uma forma mais simples, o efeito fotovoltaico refere-se a transformação de luz solar em eletricidade. Como o próprio nome indica, foto em menção à luz e volt em menção à unidade de medida de potencial elétrico. Sobre o experimento, Becquerel percebeu que ao colocar dois eletrodos em um eletrólito (solução condutora) que a eletricidade do sistema aumentava na presença de luz solar.

Com o passar dos anos e o avanço dos estudos fotovoltaicos, a energia solar foi tornando-se viável e consolidando-se como energia limpa. Outros físicos também deixaram o nome nesta história e contribuíram com processos e descobertas que evoluíram a solução, tanto de forma direta quanto indireta. Nesta lista estão Calvin Fuller, Gerald Pearson, Daryl Chapin e até Albert Einstein, que ganhou seu primeiro Prêmio Nobel pela descoberta da lei do efeito fotoelétrico.

A data vista como grande destaque desta história foi a apresentação da primeira célula solar na reunião anual da National Academy of Sciences, em Washington, em uma coletiva de imprensa no dia 25 de abril de 1954. De lá para cá, os avanços aconteceram com intervalos cada vez mais curtos. Em 1958, fornecimento de eletricidade para satélites e estações espaciais. Em 1970, descoberta de painéis mais eficientes e baratos. Em 1981, 1° avião movido à energia solar. Nos anos mais recentes, novos recordes nas capacidades de usinas, que provavelmente serão quebrados no futuro. São inúmeros marcos na história da energia da solar. Abaixo, alguns do Brasil:

  • Agosto de 2011: inauguração da MPX Tauá, 1ª usina solar fotovoltaica a gerar eletricidade em escala no Brasil.
  • Janeiro de 2013: publicação pela Aneel da Norma Resolutiva 482/2012, permitindo que consumidores possam gerar energia e trocar o excedente por créditos em futuras contas de consumo.
  • Março de 2016: entra em vigor a Resolução Normativa 687/15 oferecendo maiores incentivos para o mercado da geração distribuída.

Hoje, pode-se dizer a energia solar atingiu maturidade e escalabilidade. O desenvolvimento de tecnologias, produtos e estratégias têm fortalecido o segmento e fomentando seu crescimento. Na outra ponta, o número de consumidores também aumenta, principalmente depois de políticas de liberação e incentivo ao uso. Ainda há muito potencial a ser utilizado, afinal o Sol é uma fonte renovável e com força estrondosa. Portanto, a história ainda deve ter muitos desafios, conquistas e episódios marcantes. Pessoalmente, eu espero estar em muitos deles.

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